Quando eu conheci You're Beautiful do James Blunt, não gostei muito, mas uma vez uma amiga postou um vídeo no Facebook e desde então eu apaixonei de vez nele.
Hay tanta luz tan sombría en el espacio
y tantas dimensiones de súbito amarillas,
porque no cae el viento
ni respiran las hojas.
Es un día domingo detenido en el mar,
un día como un bosque sumergido,
una gota del tiempo que asaltan las escamas
ferozmente vestidas de humedad transparente.
Hay meses seriamente acumulados en una vestidura
que queremos oler llorando con los pies cerrados,
y hay años en un solo ciego signo de agua
depositada y verde,
hay la edad que los dedos ni la luz apresaron,
mucho más estimable que un abanico roto,
mucho más silenciosa que un pie desenterrado,
hay la nupcial edad de los días disueltos
en una triste tumba que los peces recorren.
Los pétalos del tiempo caen inmensamente
como vagos paraguas parecidos al cielo,
creciendo en torno, es apenas
una campana nunca vista,
una rosa inundada, una medusa, un largo
latido quebrantado:
pero no es eso, es algo que toca y gasta apenas,
una confusa huella sin sonido ni pájaros,
un desvanecimiento de perfumes y razas.
El reloj que en el campo se tendió sobre el musgo
y golpeó una cadera con su eléctrica forma
corre desvencijado y herido bajo el agua temible
que ondula palpitando de corrientes centrales.
Hoje de manhã estava procurando uma música e por coincidencia encontrei essa, Rosa de Hiroshima, de Vinícius de Moraes.
Tá, confesso que não tinha idéia de quando postaria algo novo aqui.
Mas a questão é a seguinte:
Dia 26 de abril de 1986 aconteceu o acidente radioativo mais grave da história, o acidente de Chernobil.
Dia 20 de abril de 2010 aconteceu a explosão na plataforma petrolífera da BP.
Dia 11 de marzo de 2011 aconteceu o acidente da usina nuclear de Fukushima, no Japão.
(Fontes: escalofrios.com, Wikipédia e The Wall Street Journal).
E como se fosse pouco, depois de tantas catástrofes, tanta poluição, tanto lixo e produtos químicos lançados ao mar, pergunto:
Por que demônios jogar o Bin Laden também?
Concordo com os americanos, essa decisão foi tomada para evitar aglomerações de discípulos da Al Qaeda ( A Base) e a possível transformação de seu túmulo em um santuário terrorista.
Só espero agora não estar brincando com minha filha na praia, quando o verão chegar, e ver dito cadáver entre nós!
Deveria ter escrito este texto ontem (01/05/2011), mas por fraqueza não pude.
Contarei uma história que eu vivi, e que muitos viveram, mas poucos terão acesso a esta página.
Dia 1º de maio do ano 2000, estávamos em um retiro espiritual em Aruanã, na chácara dos pais de uns amigos, comemorando o 2º aniversário do nosso grupo de jovens.
Dia lindo, soleado, rodeados de gente santa. Tinha tudo, absolutamente tudo para ser perfeito.
Partilhas, pregadores, gincanas, um dia especial.
Houve um momento em que fizeram uma pequena prova de Física, não lembro muito bem do que estávamos falando, mas o pregador pegou um copo com água e o virou, de modo que a água caiu no chão, bem juntinho dos seus pés.
Então o pregador perguntou, com o microfone nas mãos, por que não acontecia nada. Então um jovem, José Henrique, disse que era porque o sapato do pregador era de borracha, e a borracha não é condutora de eletricidade (questão óbvia). Então o pregador disse: - Deus precisa de jovens como você, meu amigo!
Bom, fomos almoçar, todos rindo, brincando, passamos uns dos momentos mais especiais que um grupo de amigos podem passar.
Terminamos o almoço, nos chamaram para rezar o terço antes da hora de lazer. Rezamos, por um momento nos sentimos especiais.
1º de maio de 2000. Aruanã-Goiás
Chegou nosso momento de lazer, alguns foram jogar futebol (¬¬'), outros a passear pela chácara e os outros foram a banhar no rio que corria no fundo da chácara.
Alí todos zuando, porque ninguém tinha um corpo digno de capa de revista, hehe, até me encontraram para fazer uma pequena brincadeira com o José Henrique e nos colocaram um ao lado do outro de perfil para os demais que estavam alí para falarem que nós tinhamos os maiores bumbuns do retiro (naquela época, nós parecíamos raspas de sardinha de tão magros).
No meio do rio tinha uma pedra enorme, então decidimos ir até lá, para passar o tempo. Fomos duas primas minhas, eu, o José Henrique, dois primos dele e seu irmão.
Passamos um tempo alí e estávamos conversando, então olhamos para trás e tinha uma parte da pedra que era oca, então ele me disse que se alguma pessoa caísse nesse oco, a possibilidade de sair era quase impossível, porque tinha muita correnteza.
Passado os minutos, nos chamaram para arrumar nossas coisas que voltaríamos para casa.
Então o que aconteceu, o José Henrique me levou de cavalinho porque eu não sabia nadar muito bem (até hoje eu não domino essa técnica, mas estou melhorando), o primo dele levou minha prima maior e o irmão dele levou minha prima menor.
Quando cheguei na beira que já podia colocar os pés no chão, então ele voltou para ajudar o irmão que estava afogando com minha prima, já que o pânico se apoderou dela.
Conseguiu colocar minha prima comigo e infelizmente ela estava semi-inconsciente, e me deixou fazendo um boca-a-boca e foi buscar o irmão, e quando os dois estavam à salvo, o primo dele notou que ele não tinha saído da água.
Começou nosso pesadelo, uma luta contra o tempo.
Chamamos a todos que estavam alí que nos ajudassem a encontrá-lo.
Nesse dia conseguimos convencer a dois amigos que nunca tinham ido a um retiro que nos acompanhassem e experimentassem o Amor de Deus. E a coincidencia mais injusta do mundo, foi um deles quem encontrou o corpo do José Henrique, que tinha pulso mas não reagia.
Contávamos com a presença de uma amiga que também é enfermeira e foi quem deu os primeiros auxílios para salvar a vida do Jú, que era como nós o chamávamos.
Levaram-o para o hospital, e nós ficamos na chácara esperando notícias.
E chegaram...
E foi a pior notícia que poderíamos receber, porque essa alma já estava com Deus, e nunca mais veríamos ao Jú com a gente, seu sorriso e seu jeito moleque de viver nunca mais seria visto.
E a pior parte de tudo isso seria chegar em Goiânia e explicar à sua mãe, que nos tinha a todos como sobrinhos, que seu primogênito nunca mais estaria com nós.
Meu Deus, pensei que esse dia nunca terminaria, nunca vi tanta tristeza, nunca me senti tão impotente...
E só Deus sabe o que dói aqui dentro ainda, e todas as lágrimas que eu já derramei e continuarei derramando todos os 1º's de maio que existirem.
Hoje, 2 de maio, pensei que não me deixaria levar pela debilidade para escrever aqui, mas sinto muito meus amigos, mas eu sou frágil, e tenho um nó na garganta que nunca vai partir.
Sei que Deus está feliz, porque tem ao Seu lado uma pessoa maravilhosa, que amou e viveu segundo Seus Mandamentos, e nada mais importa.
Peço à Ele que me dê forças para suportar cada ano que passa, e que me dê mais forças para poder lembrar desse dia e não chorar mais.
Por enquanto só posso esperar...
Deixo aqui um vídeo de uma música linda, que todos conhecem e que cantamos no velório do nosso grande amigo!